30 de janeiro de 2014

Negociando com o inimigo

Muitas pessoas apresentam dificuldades em se relacionar com seus pares e para amenizar esta situação buscam promover a modificação do OUTRO. No entanto, uma análise mais detalhada pode revelar que o indivíduo apresenta baixa resistência à frustração. Esperar que o outro se comporte  em concordância com as regras impostas é o caminho mais curto para desentendimentos. Uma relação saudável exige negociação das partes em substituições às brigas e ofensas.

Mas como promover esta negociação? As vezes parece que o outro não quer ceder, que está sempre de mau humor, sempre fechado ao diálogo, sempre com "quatro pedras na mão". Como dialogar nestas condições?

Realmente não é fácil lidar com pessoas "difíceis".
O primeiro passo para "remover as montanhas" da má vontade alheia é justamente o mais difícil: chama-se "Compreensão". 

  • procurar Compreender os motivos que levaram um indivíduo a agir de determinada forma obriga-o a se colocar no lugar desta pessoa, de forma autêntica. As pessoas muito "estressadas" são geralmente rotuladas assim porque poucos a compreendem, o que torna o ambiente que elas vivem como aversivo. Inserido neste contexto é natural que um indivíduo desenvolva um repertório comportamental defensivo, usando como principal arma a agressão. Em resumo, eles agridem para se defender de ameaças. Portanto é útil compreender o que se configura como ameaça para aquela "pessoa difícil".
O segundo passo é a acolhida



  • Mesmo quando o outro esteja "soltando fogo pelas ventas" como se diz no senso comum, oferecer espaço para que o outro fale o que está sentindo pode ser uma conduta útil, mas é preciso se munir de muita paciência para deixar que o outro se expresse, muitas vezes de forma agressiva.
O terceiro é a negociação
  • se você conseguiu compreender os motivos que levaram a pessoa a se sentir importunada, conseguiu acolher seu discurso e suas atitudes, talvez seja o momento de negociar. Isto não significa ceder aos caprichos alheios (ao contrário, ceder neste ponto equivale a reforçar atitudes inadequadas), mas sim ensinar o indivíduo a perceber que ele tem seu espaço, desejos e interesses, mas que os outros também o tem. Negociar é buscar uma justa medida que seja adequada para todos e isto inclui abrir mão de alguns interesses a favor da boa convivência. Todos devem ceder em algum momento, portanto todos terão alguma frustração e deverão aprender a lidar com isto.
Vale ressaltar que estes passos são meras sugestões, não se configurando como regras de conduta. Cada um de nós pode desenvolver outras formas de lidar com este problema, considerando as particularidades dos envolvidos e das situações. Não existem regras, apenas sugestões.




Textos sobre Relacionamento

Widget Recent Posts

Artigo da semana