18 de janeiro de 2014

Remorsos


Reconhecer os erros é ótimo. Remoê-los, não.

Remorso não é um sentimento que ajude o indivíduo a se sentir melhor, ao contrário, este sentimento favorece a estagnação, impossibilitando a vivência de novas situações gratificantes.

Algumas pessoas acreditam que deverão ser punidas “eternamente” em função de erros cometidos, não se permitindo ser feliz novamente. No entanto, conviver com o remorso não vai corrigir os erros do passado. Ao contrário, vai levar o individuo a se isolar, remoendo amarguras antigas.

Se conseguiu perceber que errou, ótimo. Tente extrair algumas lições. Se conseguiu perceber o quanto algumas atitudes foram prejudiciais para si mesmo ou para outros vai entender que não dá pra mudar o passado, mas dá pra ressignificá-lo, ou seja, dar a ele outra interpretação, dentro de um novo contexto. Não convém fingir que nada aconteceu, que está tudo bem, pois esta atitude adia a busca por soluções efetivas, e a situação difícil tende a se prolongar. A pior mentira é aquela que contamos pra nós mesmos.

O “pensamento positivo” neste caso é válido se conduzir o indivíduo a comportamentos efetivos para contornar a situação adversa.

Outro ponto importante a ser considerado é que nada é permanente. Por mais que um momento seja doloroso, ele passa! Para alguns passa mais rápido, para outros nem tanto. Mas passa.

Muitas vezes, o auxílio externo pode ser desejável, pois algumas situações são como bagagens pesadas demais para serem carregadas sozinho.
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