2 de dezembro de 2015

Autoestima

É muito frequente ouvirmos comentários "sua auto estima está baixa", ou "você não tem auto estima", etc..

O que é autoestima

Braden (1995), aponta que a autoestima é a disposição para manter a competência perante os desafios da vida, sentindo-se merecedor da felicidade.

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Primeiro: autoestima não é como a bolsa de valores, que sobe e desce em um piscar de olhos. 

Trata-se de um processo, de uma construção, que pode desmoronar a qualquer momento, mas sua reconstrução requer esforço e mudanças na forma como o indivíduo se vê, dentro do contexto em que está inserido. 

Segundo: o que é afinal, "ter autoestima"?

De acordo com a morfologia, "auto" significa "próprio", "self", "si mesmo"; estima quer dizer "apreciar", "gostar". 
Neste sentido, ter auto estima significa gostar de si mesmo.  É neste ponto que surgem as grandes confusões. 

Gostar de si mesmo significa, em termos gerais, aceitar-se da forma como é, sem ter outro parâmetro que seu próprio bom senso;
  • é assumir suas qualidades e suas características, mesmo que isso não agrade aos outros;
  • é viver de forma autêntica, gostando dos resultados de suas atitudes; 
  • é cultivar uma aparência que lhe traga satisfação ao olhar no espelho, mesmo contra todas as tendências da moda; 
  • é compreender seus gostos e seus anseios;
  • é deixar de seguir tendências, ampliando a capacidade de criar suas próprias;
  • é ter a capacidade de questionar o que é dado de forma inquestionável.
Portanto, autoestima não tem relação alguma com o fato de cultivar uma boa aparência externa; ao contrário: algumas pessoas adotam esta prática apenas para mascarar uma autoestima empobrecida ou fragmentada. 

Para o fortalecimento da autoestima, é necessário ter consciência da própria capacidade de escolha, permitindo-se decidir qual a melhor aparência, pensamento, atitude e comportamento; bem como os momentos mais adequados para usá-los.

Braden (1995) destaca seis práticas para manter a autoestima sempre em alta:

1.- LA PRÁCTICA DE VIVIR CONSCIENTEMENTE 
Ter ciência do lugar que ocupa, das mudanças que ocorrem no ambiente e da forma como isto nos afeta;

2.- LA PRÁCTICA DE LA ACEPTACIÓN DE SÍ MISMO
Aceitar-se significa compreender que está fazendo o melhor que pode neste momento, sem lamentar o passado, planejando o futuro;

3.- LA PRÁCTICA DE LA RESPONSABILIDAD DE SÍ MISMO.
Compreender-se como sujeito da própria história, responsável por suas escolhas e suas consequências;

4.- LA PRÁCTICA DE LA AUTOAFIRMACIÓN
Significa respeitar seus desejos e suas potencialidades, considerando sempre o que pode ser feito de melhor dentro das limitações presentes;

5.- LA PRÁCTICA DE VIVIR CON PROPÓSITO
Viver com propósito significa fazer algo que seja produtivo para si e/ou para o meio. Não é preciso que sejam grandes coisas, mas algo que lhe você possa sentir como sendo fruto de sua inteligência e capacidade produtiva;

6.- LA PRÁCTICA DE LA INTEGRIDAD PERSONAL
Esta prática se relacionada com nossos valores éticos e morais, adquiridos ao longo da vida. são estes valores que nos ajudam a viver numa sociedade menos aversiva.

A falsa Autoestima: 

Braden (1995) salienta que a falsa autoestima é a ilusão de ter características diferentes daquelas que realmente possuimos, como uma forma de aliviar a ansiedade. Algumas pessoas podem apresentar uma excelente aparência física, mas não conseguem se sentir bem, ou adequadamente posicionada no seu meio social. O oposto também pode ser verdadeiro: aquele indivíduo que se apresenta com maior simplicidade pode ocultar uma personalidade feliz e realizada.

Referências

Branden, Nathaniel. Los seis pilares de la autoestima. Paidós, 1995.


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