Quebrando o Tabu de Iniciar uma Psicoterapia
A resistência à terapia é um fenômeno bastante comum e pode ter diversas raízes, muitas vezes ligadas a fatores culturais, emocionais e psicológicos. Vamos destrinchar os principais motivos pelos quais algumas pessoas simplesmente não consideram essa possibilidade:
A Importância da Saúde Mental
Em um mundo turbulento, a saúde mental deve ser prioridade. Frequentemente, estigmas sociais fazem com que as pessoas adiem o cuidado emocional.
Vencendo a Resistência à Psicoterapia
1. Estigma e preconceito
Muitas pessoas ainda associam a terapia a “fraqueza” ou “problemas graves”, acreditando que apenas quem está “muito mal” precisa de ajuda. Isso faz com que a ideia de procurar um psicólogo seja percebida como algo negativo ou vergonhoso.
2. Desconhecimento do processo
A falta de informação sobre o que realmente acontece em uma sessão de terapia leva ao medo do desconhecido. Algumas pessoas imaginam que terão que reviver traumas ou se abrir de maneira intensa, o que gera ansiedade ou resistência.
3. Autossuficiência e controle
Alguns indivíduos acreditam que devem resolver seus problemas sozinhos ou que admitir que precisam de ajuda é sinal de fraqueza. Essa postura de autossuficiência extrema bloqueia a percepção de que o acompanhamento psicológico pode ser um recurso valioso.
4. Medo da mudança
A terapia envolve autoconhecimento e transformação de padrões comportamentais ou emocionais. Para quem tem medo de encarar essas mudanças ou de se sentir vulnerável, a ideia de terapia pode gerar desconforto e evasão.
5. Experiências negativas anteriores
Se alguém já teve uma experiência ruim com profissionais de saúde mental ou ouviu relatos negativos de terceiros, pode criar resistência à ideia de tentar novamente.
6. Resultados
A terapia é um processo que exige tempo e consistência. Pessoas que buscam soluções rápidas ou imediatas podem descartar a hipótese, pois não percebem valor em um caminho gradual de desenvolvimento emocional.
💡 Resumo:
Resistir à terapia geralmente não é sobre “não querer melhorar”, mas sim sobre medo, crenças limitantes, estigma social e insegurança quanto ao processo. Entender esses fatores ajuda a criar empatia e a apresentar a psicoterapia como uma oportunidade de crescimento, não uma obrigação ou sinal de fraqueza.
Informações sobre a Consulta
- Duração: Até 50 minutos.
- Frequência: Definida conforme a necessidade (semanal ou quinzenal).
- Abordagens: Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) e Humanista.
- Local: Av. Paulista, 2001 – Próximo ao Metrô Consolação, São Paulo/SP.
Artigo escrito por Maristela Vallim Botari
Psicóloga - CRP/SP 06-121677

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