5 de agosto de 2017

O erro de buscar alguém que nos complete

Relacionamentos não devem servir para nos completar, mas sim para que tenhamos com quem compartilhar nossas experiências.

Alguns autores da psicologia moderna (Cruz e Maciel, 2002) entendem que os relacionamentos afetivos são fenômenos sociais, uma vez que as pessoas tendem a se aproximarem em função das variáveis presentes no ambiente.  São organizados  com base na individualidade, crenças e valores; mantidos pelo desejo, admiração, carinho, companheirismo e intimidade.

*psicologa amil*Numa relação promissora, dois indivíduos vivem  de maneira independente,  abrem espaço mútuo para interação, mas não pode haver invasão, nem projeção ( esperar que o outro seja aqui que eu gostaria de ser).

 

A ideia de complementariedade  (Eu te amo porque você me completa), tende a levar muitos relacionamentos para o abismo, pois fica implícita a ideia de uma pessoa incompleta. Oras, o que seria uma pessoa incompleta?

A Incompletude remete à falta, portanto uma pessoa incompleta seria aquela a quem algo falta. E se algo lhe falta é justo exigir que o outro preencha esta falta dentro do relacionamento afetivo?

A resposta é bem clara: NÃO, pois esta postura vai exigir que o outro abra mão de si mesmo para satisfazer seu parceiro (que nem sempre saberá reconhecer). Abrir mão da individualidade, para atender os caprichos de alguém nos relacionamentos afetivos é praticamente suicídio psíquico, pois a individualidade compreende crenças, valores e tradições que foram construídas ao longo de uma existência e não podem simplesmente ser apagadas como se fossem um traço a lápis.



Referências

CRUZ, Roberto Moraes;  WACHELKE, João Fernando Rech; ANDRADE, Alexsandro Luiz de. In Avaliação e medidas psicológicas no contexto dos relacionamentos amorosos. São Paulo, Casa do Psicólogo, 2012.


voce me completa

voce me faz feliz

psicologa amil