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29 de janeiro de 2018

Dependência afetiva

Dependência afetiva

Algumas pessoas só conseguem ser felizes quando estão devidamente acompanhadas, seja por um par romântico, pelos pais, ou por qualquer indivíduo que simbolize um cuidador, não conseguindo sequer conceber a existência longe do seu objeto de adoração.


Parece que “falta o chão” quando esta figura de importância se ausenta. 

Esta dependência pode ser caracterizada quando algumas pessoas não conseguem agir minimamente sem a presença, palpite ou intervenção do outro.


Para quem é dependente:
Não ajuda muito falar coisas do tipo: "Mas que tal se você desse essa atenção a si mesmo (a)?"
Afinal o dependente não conhece outra forma de agir; geralmente aprendeu a ser submisso ao outro e acredita que esta forma de se relacionar é gratificante. Por isso é comum que algumas pessoas não meçam esforços para agradar a figura de importância, deixando as vezes de reconhecer suas necessidades.

Podemos tomar como exemplo o caso das mulheres que amam demais: algumas chegam a ser espancadas pelos seus pares, mas continuam ali, ao seu lado. No entanto tais sacrifícios não implicam necessariamente em correspondência afetiva.

Não adianta jogar pro alto uma carreira, estudos família, etc., 
Se o parceiro decidir te abandonar, ele irá!
Porque  o relacionamento pode ser  pesado também pra ele, configurando-se em um sacrifício do qual ele quer se livrar.


O motivo: Medo da solidão
Sabemos que ninguém consegue viver sozinho(a) em nenhum âmbito da vida, afinal nos desenvolvemos para viver em sociedade, o que segundo Darwin garante a sobrevivência e perpetuação da espécie.

Mas isto não quer dizer que o que a relação de dependência seja adequada, uma vez que cada um de nós deve seguir seu caminho, aprendendo a fazer as próprias escolhas, respeitando os caminhos alheios. 

Existem momentos em que é importante que a relação seja partilhada, mas em outros é fundamental que a individualidade seja mantida, para garantir a qualidade da relação.

Uma das formas de elaborar a dependência afetiva é exercitar o autoconhecimento, buscando a compreensão dos motivos que te levam a ser dependente. Isto pode também facilitar o resgate da autoestima, levando o indivíduo a gostar mais de si mesmo, aceitando com naturalidade suas qualidades e defeitos, sem cobrança em demasia, afinal nossa vida é um aprendizado e não há obstáculo que não possa ser removido: aquilo que você acha que é defeito hoje, poderá ser qualidade amanhã.


20 de janeiro de 2018

A banalização do amor

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Nosso amor não deu certo
Gargalhadas e lágrimas
De perto fomos quase nada
Tipo de amor que não pode dar certo
na luz da manhã
(Cazuza. Eclipse Oculto)






É comum chamar de "amor" as pessoas que se amam (Amor, quer sair pro jantar?); pode ser usada para qualificar algo (Que amor de vestido!), ou exaltar as qualidades de alguém (A professora é amor).  

Entretanto não é apenas a palavra "amor" que caiu na banalização, mas também a afetividade tornou-se fluída na pós-modernidade. O Sociólogo Zigmunt Bauman trata deste assunto em seu livro "Amor Líquido" (recomendo a leitura) onde trata da forma com que as relações se tornaram fluidas e inconsistentes no mundo globalizado.                                
Segundo Bauman:

Abandonar e destituir foram celebrados, por um breve período, como a derradeira libertação do sexo da prisão em que era mantido por uma sociedade patriarcal, puritana, desmancha-prazeres, hipócrita e ainda por cima desafortunadamente vitoriana.  Aqui estava, afinal, um relacionamento mais puro que a pureza, um encontro que não servia a outro propósito senão o prazer e a alegria. Uma felicidade de sonho, sem restrições, sem medo de efeitos colaterais e portanto alegremente cega às suas consequências. Uma felicidade do tipo "satisfação garantida ou seu dinheiro de volta" A mais completa encarnação da liberdade, tal como definida pela sabedoria e pela prática populares da sociedade de consumo. (2004, p. 30)

Na concepção de Bauman, a banalização do amor se relaciona com a consagração da liberdade afetiva, onde o que é importa é colecionar conquistas e cada parceiro afetivo é um troféu. Trata-se de um “consumismo de gente”, quando as pessoas são vistas como mercadorias afetivas de acordo com seus atributos e as relações são fragmentadas. Não há mais tempo, nem interesse para promover a intimidade; a proximidade só existe enquanto o outro tiver algo a oferecer, ou até que aparece uma oferta mais gratificante no “mercado afetivo”.

A banalização do amor ocorre quando as pessoas se descartam mutuamente. Basta que haja um ponto de vista diferente e o romance que poderia dar certo afunda! Ou seja, quando um dos pares não atende o que foi idealizado corre o risco de ser colocado de lado. E assim inicia-se uma nova busca, por parceiros que atendam os “requisitos básicos”.

Esta prática é muito comum nas redes de relacionamento virtuais: as pessoas usam categorias para se conhecerem:  se quer um parceiro universitário, irá nas redes sociais ou chats onde é possível encontrá-los e com certeza irá conhecerá muitas pessoas com as mesmas afinidades. Mas isso não é garantia de êxito na relação, porque a partir do momento em que foi feita uma categorização, é bem provável que a relação se desenvolva a partir dela.

O risco que se corre neste caso é vincular a imagem da pessoa real à idealizada, uma vez que o amor baseado em categorias desconsidera outras formas de ser e pensar da pessoa escolhida.  Se você conseguir perceber que o outro é um indivíduo que vai além das categorias pré-estabelecidas, desvinculada de supostos conceitos, certamente poderá vivenciar uma relação que não caia na banalização, ou quem sabe, um grande amor!

10 de janeiro de 2018

Traição

Traição pode ser entendida como uma ruptura de compromissos, que pode se dar em vários níveis: afetivos, profissionais, familiares, etc.


Neste tópico, vou tratar sobre a traição relacionada aos relacionamentos afetivos, que aflige muitas pessoas.


Imaginemos um relacionamento que está indo "de vento em popa". O parceiro (ou a parceira) é afável, pontual, carinhoso, envolvente, etc.. Mas um dia, eis que que você se depara com uma cena nada agradável: Vê o seu parceiro (a) flertando/transando/ficando com outra pessoa




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Realmente, é desesperador. É como se o mundo parasse ou (no relato de algumas pessoas) como se "o chão se abrisse".



Diante desta cena inesperada (ou equivalentes) o sentimento mais comum é a raiva. Algumas pessoas podem ter vontade de tomar uma atitude na hora, outras preferem não acreditar (negação).



Nenhuma das duas atitudes é recomendável, uma vez que a raiva pode levar os indivíduos a cometerem atos graves, que poderão lhes colocar em situações comprometedoras. A negação, por sua vez tende a camuflar o sentimento de raiva que poderá (eventualmente) se transformar em doenças psicossomáticas, manisfestadas por meio de dores de cabeça, desânimo, apatia etc.



Não existem fórmula pronta para lidar com esta situação. Cada caso deve ser avaliado separadamente, pois somos todos diferentes. Porém seria útil tentar compreender a situação evitando:


  • a condição de menos-valia - "se ele me trai é porque eu não tenho valor"
  • escândalos - "vou acabar com a reputação dele"
Estes pontos não acrescentam nada e desfavorecem o entendimento da situação.
O ideal é tentar se acalmar, e
  • tentar conversar abertamente (sim, eu vi a traição acontecer!), 
  • pedir explicações sinceras (o que te levou a fazer isso?), 
  • se for o caso terminar a relação de forma tranquila (perdi a confiança em você e vai ser difícil recuperá-la)
  • ou fazer um pacto de reconciliação, exigindo que os problemas do casal sejam colocados de forma aberta, franca; que haja mais diálogo e mais entendimento; mais concessões de ambos os lados. Se possível buscar uma terapia de casal.
Este tipo de traição deixa marcar por muito tempo. A psicoterapia é aconselhável para ajudar no resgate da autoestima, agregando condições de enfrentamento para recomeçar.


9 de janeiro de 2018

Rompimentos afetivos e as cinco fases do luto afetivo



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É possível sobreviver ao término de um relacionamento, embora esta sobrevivência não seja exatamente "fácil". É preciso muita força de vontade para reconhecer que o jogo terminou e a necessidade de seguir adiante.

Porém, viver é preciso! 

Quando há uma ruptura, o primeiro passo é reconhecê-la. Para muitos este é o momento mais difícil. 


Nos primeiros dias há uma enorme dificuldade em acreditar que houve uma ruptura, o que dificulta o choque com a realidade. Nesta fase, alguns indivíduos ligam insistentemente, mandam mensagens, imploram perdão, fazem promessas impossíveis, numa tentativa de reconciliação.

Depois de algum tempo, o cérebro se acostuma à falta, a tristeza diminui e a vida volta a acontecer. Mas para chegar neste ponto é fundamental acreditar que acabou mesmo, que não tem mais volta. 

Esta aceitação é difícil porque envolve três níveis existenciais: o biológico (mecanismos cerebrais), o psíquico (pensamentos e crenças) e o social (família e amigos).  Necessário considerar que se o sofrimento for IMENSO, causando comprometimento social (deixar de dormir, comer, trabalhar, etc.) convém procurar auxílio apoio terapêutico.

É necessário começar aos poucos o processo de desligamento apagando aos poucos as marcas do outro, começando pelas mais simples. Que tal jogar foras algumas cartinhas, bilhetes? Que tal dar ao (a) ex parceiro (a) tempo para que também reflita sobre os fatos? Desta forma, o cérebro irá se adaptando à nova situação.

Importante dar tempo ao tempo. 

Sair com amigos queridos é uma boa opção, mas iniciar outro romance na sequência é desaconselhável, pois o seu organismo precisa de tempo pra se recuperar da frustração. E isto envolve tempo. É como convalescer após uma doença. Infelizmente é necessário conviver com o vazio.

Cinco Fases do luto afetivo:

Quando um rompimento afetivo (amoroso, ou mesmo de amizade) chega ao fim, pode-se considerar que há uma morte, que para ser elaborada deverá passar pelas 5 fases do luto, propostas por Kluber-Ross: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação.

1)    Negação:
Fase marcada pela tendência a mascarar a ocorrência, com atitudes divergentes daquelas que são esperadas  onde há uma ruptura, podendo ocorrer um comportamento dissimulado de pseudo-felicidade: “eu estou muito feliz por ter terminado o namoro”, “Agora quero mais é curtir a vida”. Nesta fase é comum que o individuo busque a companhia de outras pessoas para evitar o confronto com o sentimento de solidão. Como neste trecho da música “Agonia” de Oswaldo Montenegro (1980)

Eu vou pensar que é festa

Vou dançar, cantar

é minha garantia

E vou contagiar diversos corações
com minha euforia
E a amargura e o tempo
vão deixar meu corpo,
minha alma vazia

2)   Raiva:
A negação tem alguns limites que a realidade impõe, mas nem sempre as pessoas percebem, afinal vivemos em um contexto social que nos ensina a mascarar as tristezas e exibir nossa melhor face, sempre. Porém, como eu disse a realidade sempre impera (por mais que o conceito de realidade seja subjetivo), e a negação agora assume outra forma: passa a se expressar pela RAIVA, sentimento oriundo dos processos de frustração. Neste caso, a raiva é a negação do sentimento POSITIVO que alimentou a relação. É comum que os indivíduos passem a emitir comportamentos que favoreçam a depreciação do outro: “ Não sei como pude amar a fulana, ela nem é bonita”, ou “ Como eu perdi tempo com a beltrana, ela nem era inteligente. Tudo o que ela sabe fui eu que ensinei. Duvido que sobreviva sem mim”  ou “ela nunca vai arrumar alguém como eu, afinal não tem competência, nem beleza, nem nada”. A emissão destas falas depreciativas tem como meta primária agredir não o outro,... mas o sentimento que se nutre por ele. Como diz Adriana Calcanhoto na música “Mentiras”:


Nada ficou no lugar

Eu quero quebrar essas xícaras

Eu vou enganar o diabo
Eu quero acordar sua família...

Eu vou escrever no seu muro

E violentar o seu gosto

Eu quero roubar no seu jogo
Eu já arranhei os seus discos...

Que é pra ver se você volta,

Que é pra ver se você vem,

Que é pra ver se você olha,
Pra mim...

3)Barganha:
O individuo tentou negar o próprio sentimento de inferioridade oriundo da ruptura; depois aceitou a ruptura, mas tentou negar os sentimentos que nutre pelo outro. Nada disso deu certo! O jeito é assumir que houve uma ruptura, porém a negação que ocorre aqui é no que concerne ao seu caráter definitivo, portanto entra em cena o comportamento de barganha ou trocas. São comuns atitudes que visam atingir o outro de forma (a) direta “Juro que se você voltar eu nunca mais brigarei com você”; “prometo que paro de me lamentar tanto”, serei menos ciumento”, etc... ou (b) indireta: se arrumar do jeito que o outro gosta, usar o perfume que ele aprecia, ler os mesmos livros que ele; ir aos mesmos lugares, etc. este modo indireto de barganhar é muito comum em pessoas pouco assertivas, que tem dificuldades de falar o sentem, então passam a barganhar por meio de comportamentos que o outro aprecia: “vou me vestir de vermelho porque sei que ele adora vermelho” e com isto, tentar chamar a atenção da pessoa que o rejeitou. Como é expresso por Humberto Gessinger neste trecho da música “Piano Bar”:


Todos os dias eu venho ao mesmo lugar,

Às vezes fica longe, impossível de encontrar

Mas, quando o Bourbon é bom
Toda noite é noite de luar.

4)   Depressão:
Conforme o tempo passa e o individuo vai percebendo que a barganha não está conseguindo mobilizar o outro, é chegado o momento em que a ficha cai: você realmente perdeu o outro! Nossa, como isso dói! Mas é FUNDAMENTAL sentir esta dor, pois é ela que vai te conduzir à maturidade emocional e consequentemente a dias melhores. Nesta fase há pouca coisa a ser feita para minimizar este sofrimento e as lágrimas são bem vindas.

5)   Aceitação:
Nada do que foi tentado deu certo, e o que tinha que ser lamentado já foi! Agora é “bola pra frente”. É hora de aceitar o “game over” e começar uma nova partida, depois do merecido descanso. Nesta fase é comum que haja interesses por novas atividades, que excluam qualquer contato, com o ex., como diz Ivan Lins, na música “começar de novo”:


Começar de novo
e contar comigo

vai valer a pena 

ter amanhecido
ter me rebelado
ter me debatido
ter me machucado
ter sobrevivido

*****************************************Espero que este Artigo possa ter servido para ampliar a compreensão sobre as rupturas, mas devemos considerar que estas fases não são lineares, podendo ocorrer em conjunto, ou em outra ordem. Algumas pessoas talvez nem passem por todas elas, outras passam diversas vezes.

Se a dor estiver insuportável, procure ajuda de um psicólogo

Referências:

KÜBLER-ROSS, E. Sobre a morte e o morrer. 8.ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

RISO, Walter. Manual para não morrer de amor. São Paulo: Acadêmia, 2011.


Psicóloga Maris V. Botari
Especialista em Relacionamentos Afetivos
psicologamaris@gmail.com
Whatsapp (11) 99984-9910

2 de janeiro de 2018

Relacionamentos: diferentes tipos de apego

Relacionamentos: diferentes tipos de apego

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Alguns indivíduos se queixam da dificuldade em encontrar o “par perfeito”, a “alma gêmea”, etc, e nesta busca enveredam  caminhos tortuosos. A dificuldade não reside na busca especificamente, mas no ajustar-se ao outro. 

Considerando que as relações se estabelecem em função das gratificações que proporcionam, é natural que os indivíduos busquem se relacionar com pessoas que possam suprirem suas necessidades mais elementares de afeto.

Para Bowlby (2006) a ontogenia dos vínculos afetivos se desenvolve na busca de uma base segura, ou seja, de alguém que possa garantir segurança e por esta razão desenvolvem diferentes tipos de apego, de acordo com que vivenciaram durante as fases do desenvolvimento.

O autor destaca três tipos diferentes de apego:

- Ansioso – padrão de apego marcado pela dificuldade emocional de se separar do objeto do amor. Pessoas com este padrão podem exigir demonstrações excessivas de afeto da outra parte tornando, algumas vezes, o relacionamento sufocante.

- Seguro – este padrão se caracteriza pela forma maleável de se colocar numa relação. Pessoas com este padrão tendem a não exigir da outra parte aquilo que não conseguem dar, e buscam a manter a relação equilibrada. Geralmente conseguem compreender o que o outro está sentido e tendem a agir de modo a minimizar-lhes as angústias.

Evitativo- este padrão de apego deveria se chamar “padrão de desapego”, uma vez que as pessoas evitativas sentem-se incomodadas demais com a intimidade e a proximidade. Geralmente as pessoas com este padrão levantam “muros” entre si e os outros, permitindo às vezes pequenas brechas, por onde o outro poderá as vezes olhar e talvez compreender um pouco o que se passa com este indivíduo.

Abreu (2005) nos informa que a vinculação entre casais apresenta semelhanças com a vinculação infantil, salientando que:

a) da mesma forma que a criança, o adulto tende procurar seu parceiro nos momentos de grande ansiedade;

b) a imagem de seu cônjuge é associada à conforto e segurança (base segura);

c) a separação gera ansiedade, tanto na criança que se separa dos cuidadores, quanto no adulto que se separa do seu par. (p.149)


Naturalmente esta categorização é aproximada, bem como seus motivos, pois é comum ver-se crianças que tiveram uma infância dramática tornarem-se adultos confiantes e vice-versa. Repito: o que temos aqui exposto são aproximações conceituais.


Entretanto, apesar destas diferenças, o relacionamento afetivo entre pessoas diferentes pode sim dar certo, mas para isso é necessário que os pares se apropriem das suas diferenças, sem negá-las, assumindo defeitos e qualidades e mantendo sempre um diálogo aberto  com o parceiro.

Os autores Levine e Heller (2013) descrevem que é possível que as pessoas com diferentes tipos de apego se relacionem entre si obedecendo alguns princípios básicos de convivência.

Os tipos ansiosos geralmente exigem atenção e demonstração de afeto, a fim de que conseguirem a confirmação que são realmente amados. Entendem que uma relação seja como uma fogueira que deve ser cuidada para que não se extingua. Para quem se relaciona com indivíduos que se aproximam deste padrão de apego, os autores (op. cit.) sugerem que ofereçam a eles a base segura que lhes falta.

Porém isto nem sempre é fácil. Oferecer segurança a quem não adquiriu ao longo do desenvolvimento pode ser uma tarefa dolorosa, pois requer muita sabedoria. É necessário que haja um diálogo claro, onde as pessoas busquem conhecer suas necessidades afetivas e consigam equilibrar os ganhos e as perdas, evitando invasão. Nestes casos é fundamental que haja uma real compreensão dos motivos que levam um indivíduo a demonstrar ansiedade diante de eventos corriqueiros.

Os evitativos são o extremo oposto: querem garantir sua independência a qualquer custo. Segundo Levine e Heller (2013) isto não significa que eles não amem seu parceiro, apenas que precisam manter seu espaço preservado. Tais indivíduos geralmente não costumam partilhar seu afeto além daquilo que julgam adequando, uma vez que temem que serão invadidos e terão sua individualidade comprometida. Os autores (op. cit.) acreditam que a melhor forma se se relacionar com estes indivíduos é oferecendo a eles o espaço necessário para viverem de forma autêntica.
Mas isto também não é fácil! Afinal que se relaciona geralmente deseja compartilhar vivências e afetos. Nestes casos, Levine e Heller (2013) sugerem alta dose de paciência e compreensão, para negociar com o parceiro evitante o espaço necessário para o relacionamento. Convém não forçá-lo a estabelecer relações mais íntimas do que podem oferecer, uma vez que esta atitude evitativa possivelmente foi adquirida ao longo do desenvolvimento. Por isso “forçar a barra” só vai fazer com que ele se afaste ainda mais.

No entanto, a sugestão que se faz para quem está com dificuldades de se relacionar com o ansioso ou com o evitante é que verifique prioritariamente as próprias necessidades afetivas e a disposição em negociar com pessoas diferentes e pouco dispostas a mudar. Se o relacionamento for gratificante, convém buscar apoio terapêutico para mediar os conflitos e ajustar as necessidades.

Referências

ABREU, C. N. de. Tipos de apego: Fundamentos, Pesquisa e Implicações Clínicas. São Paulo. Casa do Psicólogo, 2005

BOWLBY, J. A. Formação e rompimento dos vínculos afetivos. Martins Fontes, 2006, São Paulo.


LEVINE, A; HELLER, R.S.F. Apegados: um guia prático para estabelecer relacionameentos românticos e duradouros. Ribeirão preto. Ed. Novo Conceito: 2013.





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