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A Inveja segundo Melanie Klein

A Inveja

 

Sabe aquele desconforto emocional que você sente quando alguém (mesmo um ente querido) tem uma conquista vantajosa? Ou quando julga-se que alguém conquistou algo sem mérito?

 

inveja, psicologa sp

Compreendendo a Inveja: 

A inveja é um sentimento complexo e inerente à condição humana, embora raramente admitido. 

Ao assumirmos sua presença, podemos ser capazes de compreender o que em nosso mundo interno — e não no outro — gera desconforto, avaliando se há uma desvantagem real ou uma percepção subjetiva de falta.

Etimologia e Perspectiva Arcaica

A palavra "inveja" deriva do latim in (dentro de) e videre (olhar), sugerindo um olhar que penetra e projeta algo negativo no outro. 

Sob a ótica psicológica, trata-se de um sentimento arcaico, frequentemente vinculado à frustração e a lacunas de gratificação pessoal. Ela surge da percepção de desvantagem em relação às conquistas, habilidades ou atributos alheios.(Klein, 1991)

Mecanismos de Defesa Comuns

Para lidar com o desconforto causado pela inveja, a psique frequentemente recorre a mecanismos de defesa que operam de forma inconsciente:

  • Negação: Tentativa de desvalorizar a conquista alheia ou negar o próprio desejo de estar naquela posição.
  • Racionalização: Busca por explicações lógicas ou justificativas externas para minimizar o mérito do outro e reduzir a comparação.

Inveja vs. Admiração

É essencial diferenciar essas duas reações. A admiração é um afeto construtivo; nela, reconhecemos o valor do outro e sentimos motivação para o desenvolvimento pessoal por meio da identificação. Já a inveja pode manifestar um impulso de desvalorização do outro, em uma tentativa psíquica de eliminar o parâmetro que evidencia a própria insatisfação.

Manifestações Clínicas:

A inveja pode se apresentar de forma sutil, como a negação de fatos positivos ou a crença de ser alvo de perseguição devido a uma suposta superioridade — um mecanismo para desviar a atenção do sentimento real de falta.



 

A Inveja segundo Melanie Klein

A palavra inveja, etimologicamente, significa “não ver”. Ela nos remete aos étimos latinos in (dentro de) + videre (olhar), indicando um "olhar mau" que penetra no outro, popularmente conhecido como "olho gordo" ou "mau olhado".

"A inveja nos remete à própria etimologia da palavra formada pelos étimos latinos in (dentro de) + videre (olhar), que indicam claramente o quanto esse sentimento alude a um olhar mau que penetra no outro..." (Figueiredo; Ferreira, 2011).

A inveja é um dos sentimentos mais destrutivos, pois baseia-se na comparação (consciente ou inconsciente) com o outro, que supostamente estaria em uma posição vantajosa. Quando essa comparação é desfavorável, pode surgir o desejo de destruição do elemento vantajoso para reduzir a própria frustração.

Destruição Externa

Visa a aniquilação do outro por ações observáveis, como calúnia, difamação e fofoca, buscando reduzir a conquista alheia.

Destruição Interna

Geralmente inconsciente, manifesta-se através do desprezo mental para acalmar a inveja, restringindo-se ao pensamento.

Este desejo de destruição existe para eliminar os parâmetros de comparação e reduzir a frustração.

Onde nasce a inveja?

Melanie Klein (1991) aponta que a inveja é uma emoção arcaica que remonta ao nascimento. Segundo a autora, a criança desejaria destruir o seio que não lhe alimenta no momento exato do desejo. Diferente da "admiração" (por vezes chamada de "inveja branca"), onde o sucesso do outro serve como motivação, a inveja kleiniana foca na impossibilidade de tolerar o bem que o outro possui.

O trabalho terapêutico pode auxiliar o indivíduo a transformar a inveja em uma ferramenta de autoconhecimento, identificando carências e potencializando a busca por realizações autênticas e independentes do sucesso alheio.

Psicóloga Maristela

Psicóloga Maristela Vallim Botari

CRP-SP 06-121677 | Atendimento na Av. Paulista, 2001

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Referências:

FIGUEIREDO, Maria Flávia; FERREIRA, Luis Antonio. Olhos de Caim: a inveja sob as lentes da linguística  e da psicanálise. Sentidos em movimento: identidade e argumentação. Coleção Mestrado em Lingüística. 2011 - publicacoes.unifran.br

KLEIN, Melanie. Inveja, Gratidão e outros trabalho. Rio de Janeiro. Imago: 1991.

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Desenvolvimento Pessoal 

 

 

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@psicologa.sp Etapas de uma sessão de Terapia O que é a Psicoterapia? A ideia de que a fala possui uma função terapêutica remonta ao desenvolvimento da Psicanálise por Sigmund Freud, no final do século XIX. O conceito, frequentemente chamado de "cura pela fala" (talking cure), surgiu inicialmente através de observações clínicas compartilhadas entre Freud e seu colega Josef Breuer. A Origem do Conceito O termo foi cunhado por uma paciente de Breuer, conhecida pelo pseudônimo de Anna O. Ela percebeu que, ao relatar detalhadamente seus sintomas e as emoções a eles associadas sob hipnose, esses sintomas tendiam a desaparecer ou diminuir. Freud aprimorou essa observação, abandonando a hipnose e desenvolvendo o método da associação livre. Como a fala pode auxiliar no processo terapêutico Para Freud, o sofrimento psíquico muitas vezes estava ligado a memórias ou desejos reprimidos no inconsciente. A lógica da cura pela fala baseia-se em alguns pilares: Acesso ao Inconsciente: Ao falar livremente, sem julgamentos ou censuras, o paciente pode permitir que conteúdos reprimidos venham à tona. Catarse: A expressão verbal permitiria a liberação de afetos "represados". Ao colocar em palavras uma angústia, a carga emocional ligada a essa memória pode ser descarregada. Significação: Ao narrar sua história, o paciente pode reorganizar suas experiências. O que antes era um sintoma incompreensível (como uma dor física sem causa orgânica) pode passar a ser entendido como uma manifestação simbólica de um conflito interno. Elaboração: A fala permite que o indivíduo saia da posição de "vítima" de seus impulsos ou traumas e passe a analisar esses eventos de maneira mais consciente e estruturada. Embora abordagens modernas, como a TCC, foquem na relação entre pensamentos e comportamentos atuais, a base de que o diálogo clínico é o veículo para a compreensão ainda permanece como um pilar fundamental da psicologia clínica. A Psicoterapia utiliza essa troca verbal para que a pessoa possa compreender seus Sentimentos e emocoes.#TerapiaDeCasal #autoestima #psicologaSP #psicologa ♬ som original psicologa Maristela V Botari