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Amor: Vamos falar sobre este sentimento?

Amor: Um Olhar da Psicologia sobre os Vínculos

"Já se perguntou como surge o amor? Por que nos sentimos conectados a alguém?" 

"Já se perguntou como surge o amor? Por que nos sentimos conectados a alguém?"

 

O amor é um tema complexo e fascinante. A psicologia o estuda sob várias perspectivas, desde as origens biológicas até o impacto nas relações interpessoais. Como vínculo afetivo, ele é fundamental no desenvolvimento infantil, influenciando nossa capacidade de formar relações de confiança no futuro. 

O amor na psicologia. 


A Teoria Triangular de Sternberg

Segundo Robert Sternberg (1986), o amor é composto por três elementos básicos: Paixão, Intimidade e Compromisso. A combinação desses fatores gera diferentes formas de amar:

[Image of Sternberg's Triangular Theory of Love diagram]
Forma de Amor Composição
Amor Romântico Paixão + Intimidade
Amor Companheiro Intimidade + Compromisso
Amor Consumado Paixão + Intimidade + Compromisso

Considera-se que o amor é a fusão de três atitudes: paixão, intimidade e comprometimento (Sternberg, 1986).

  • Paixão: apego físico, necessidade de tocar e sentir o corpo do outro; pele com pele.

  • Intimidade: vai além da confiança básica, chegando às confidências íntimas; não há medo de julgamento ou rejeição. Exige aceitar o outro como ele é.

  • Compromisso: desejo de estar com o outro apesar de todos os empecilhos; de levar a relação adiante; de manter proximidade.

 


Vamos analisar os três elementos separadamente:
 
Paixão - O amor difere da paixão, especialmente no que se refere à forma como é sentido. A paixão é um conjunto de reações emocionais, de ordem biológica que é desencadeada de acordo com Fabichak (2010):


O sistema de atração [...] possui três características básicas: sentimentos de felicidades sobre o ser amado; pensamentos intrusivos, ou seja, pensamentos repetitivos sobre o amado [...] e um desejo ardente pela união emocional com o parceiro (p. 47).


Intimidade – Implica em partilhar ocorrências boas e ruins, uma vez que envolve a confiança na pessoa amada. 
Aliás, um dos aspectos que torna esta pessoa tão desejada é o fato de que ela não se mostra ameaçadora, portanto confiável (Observe que este conceito de confiabilidade varia de pessoa para pessoa). 

Se a pessoa é confiável, significa que você poderá contar com ela em diversos momentos. A intimidade é diferente da confluência, pois é possível manter uma relação de intimidade com alguém sem fundir-se a ela, mantendo a individualidade.


Compromisso – é o engajamento na relação que pressupõe levá-la adiante (até onde for possível), buscando a superação de adversidades.


 




8 Formas de Amar (Teoria Triangular do Amor de Sternberg)

Forma de Amor Paixão Intimidade Compromisso Descrição
1. Não-Amor Não Não Não Ausência dos três componentes. Representa a maioria dos relacionamentos casuais ou conhecidos.
2. Gostar (Amizade) Não Sim Não Sentimento de conexão, proximidade e calor. É a essência de uma amizade verdadeira sem atração física ou compromisso romântico.
3. Paixão (Amor à primeira vista) Sim Não Não Caracterizado pela atração intensa e desejo, mas sem intimidade ou compromisso duradouro. É o "amor à primeira vista".
4. Amor Vazio Não Não Sim Baseado apenas na decisão de manter o relacionamento. Ocorre em casamentos de longa data onde a paixão e a intimidade se esvaíram.
5. Amor Romântico Sim Sim Não Combina atração física e desejo (Paixão) com conexão e confidência (Intimidade). Frequentemente visto em relacionamentos no início, sem planos de longo prazo.
6. Amor Companheiro Não Sim Sim Combina conexão profunda (Intimidade) e a decisão de permanecer junto (Compromisso). É comum em casamentos de longa data onde a paixão diminuiu.
7. Amor Fátuo (Louco) Sim Não Sim Combina atração (Paixão) e decisão de compromisso, mas sem tempo para desenvolver a intimidade profunda. É um relacionamento rápido, apressado.
8. Amor Consumado (Perfeito) Sim Sim Sim Combinação ideal e completa dos três componentes. É a forma de amor que muitos almejam, mas é considerada a mais difícil de alcançar e manter.

*Baseado na Teoria Triangular do Amor de Robert Sternberg (1986).



Teoria do Apego

John Bowlby e Mary Ainsworth demonstraram que temos uma necessidade inata de formar laços emocionais. Vínculos seguros na infância oferecem uma base sólida para explorar o mundo e regular emoções. Estudos clássicos, como os de Harry Harlow com macacos rhesus, reforçam que o conforto emocional e o contato afetivo são tão essenciais quanto a própria nutrição física.




O amor romântico

O amor romântico é uma construção social e histórica. Nas sociedades antigas, as relações entre casais não eram baseadas na paixão, mas sim em práticas relacionadas à sobrevivência. 

No entanto, no século XII, surgiu o conceito de amor romântico, caracterizado por amar o amor mesmo que isso implicasse sofrer até a morte. 

Esse sentimento amoroso se tornou uma crença, mantendo-se vivo na busca pela felicidade plena, exaltando o bem-estar que permite a vida e perpetuando o mito do amor (CUNHA, 2008).

Diversas formas de mídia, como contos de fadas, novelas, filmes, livros de romance e reality shows, contribuem para a manutenção desse mito. Os mitos revivem os sentimentos e a imaginação coletiva da humanidade. 

Além disso, as imagens evocadas pelo uso do mito são um caminho perfeito para atrair o público ávido por novidades e em busca de sentido para as dificuldades do cotidiano. Nesse sentido, o mito deixa de ser apenas uma história para se tornar uma forma de pensar e conscientizar (CUNHA, 2008).

A literatura brasileira também está repleta de histórias apaixonantes de amores impossíveis, com finais tanto felizes quanto infelizes. Essas narrativas muitas vezes retratam os conflitos de interesses e as lutas de classes, que dificultavam a união dos casais amorosos (CUNHA, 2008).




 




Referências




Bowlby, J. (1969). Attachment and Loss: Vol. 1. Attachment. Basic Books.Este é o trabalho seminal de John Bowlby, que introduziu a teoria do apego e explorou a importância do vínculo afetivo na infância.

CUNHA, Maria de Lourdes da Conceição. Romantismo: o mito do amor impossível. 2008. [online]. Disponível em http://www.abralic.org.br/anais/cong2008/anaisonline/simposios/pdf/013/maria_cunha.pdf. Acesso em 24/06/2012


DICIONÁRIO Aurélio. Amor. [Online]. Disponível em http://www.dicionariodoaurelio.com/Amor.html. Acesso em 23 de junho de 2013.


FABICHACK, Cibele. Amor, Sexo, endorfinas e bobagens. São Paulo, 2010.


FROMM, Erich. A arte de amar. São Paulo. Martins Fontes. 1971


SOUZA, Tuhany Barbosa. Amor Romântico. Monografia de Conclusão de curso. UNICEUB, 2007



 

  
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Psicóloga SP - Maristela Vallim Botari

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@psicologa.sp Etapas de uma sessão de Terapia O que é a Psicoterapia? A ideia de que a fala possui uma função terapêutica remonta ao desenvolvimento da Psicanálise por Sigmund Freud, no final do século XIX. O conceito, frequentemente chamado de "cura pela fala" (talking cure), surgiu inicialmente através de observações clínicas compartilhadas entre Freud e seu colega Josef Breuer. A Origem do Conceito O termo foi cunhado por uma paciente de Breuer, conhecida pelo pseudônimo de Anna O. Ela percebeu que, ao relatar detalhadamente seus sintomas e as emoções a eles associadas sob hipnose, esses sintomas tendiam a desaparecer ou diminuir. Freud aprimorou essa observação, abandonando a hipnose e desenvolvendo o método da associação livre. Como a fala pode auxiliar no processo terapêutico Para Freud, o sofrimento psíquico muitas vezes estava ligado a memórias ou desejos reprimidos no inconsciente. A lógica da cura pela fala baseia-se em alguns pilares: Acesso ao Inconsciente: Ao falar livremente, sem julgamentos ou censuras, o paciente pode permitir que conteúdos reprimidos venham à tona. Catarse: A expressão verbal permitiria a liberação de afetos "represados". Ao colocar em palavras uma angústia, a carga emocional ligada a essa memória pode ser descarregada. Significação: Ao narrar sua história, o paciente pode reorganizar suas experiências. O que antes era um sintoma incompreensível (como uma dor física sem causa orgânica) pode passar a ser entendido como uma manifestação simbólica de um conflito interno. Elaboração: A fala permite que o indivíduo saia da posição de "vítima" de seus impulsos ou traumas e passe a analisar esses eventos de maneira mais consciente e estruturada. Embora abordagens modernas, como a TCC, foquem na relação entre pensamentos e comportamentos atuais, a base de que o diálogo clínico é o veículo para a compreensão ainda permanece como um pilar fundamental da psicologia clínica. A Psicoterapia utiliza essa troca verbal para que a pessoa possa compreender seus Sentimentos e emocoes.#TerapiaDeCasal #autoestima #psicologaSP #psicologa ♬ som original psicologa Maristela V Botari