Vínculos Afetivos e Padrões de Apego
Muitas pessoas expressam a dificuldade em encontrar o "par ideal". Contudo, a complexidade raramente reside na busca em si, mas na capacidade de ajustar-se ao outro. A expectativa por um parceiro "pronto" ignora que as relações são construídas com base nas gratificações mútuas e no preenchimento de necessidades afetivas elementares.
A Ontogenia dos Vínculos (Bowlby, 2006)
De acordo com a Teoria do Apego, desenvolvemos padrões de comportamento baseados em nossa necessidade de uma base segura. Segundo a Psicóloga, esses padrões podem ser categorizados em três eixos principais:
- 1. Apego Ansioso: Dificuldade emocional na separação. Exige demonstrações excessivas de afeto, o que pode sobrecarregar a relação.
- 2. Apego Seguro: Postura maleável e equilibrada. Compreende as necessidades do parceiro e busca minimizar angústias sem cobranças irreais.
- 3. Apego Evitativo: Marcado pelo desconforto com a intimidade. O indivíduo ergue barreiras para preservar sua individualidade, temendo a invasão de seu espaço.
A Vinculação entre Casais
Abreu (2005) ressalta que a vinculação adulta espelha a infantil: buscamos o parceiro em momentos de ansiedade e associamos sua imagem ao conforto. Para que relacionamentos entre tipos diferentes funcionem, é vital o diálogo aberto e a aceitação das diferenças.
Princípios de Convivência (Levine & Heller, 2013)
• Para lidar com o Ansioso: Ofereça a base segura que lhe falta. O diálogo claro ajuda a reduzir a ansiedade diante de eventos cotidianos.
• Para lidar com o Evitativo: Ofereça o espaço necessário. Forçar a intimidade além do que o outro pode oferecer gera afastamento.
O Papel da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)
Através da TCC, o indivíduo consegue identificar as crenças centrais que moldam seu estilo de apego. Ao compreender que esses comportamentos foram adquiridos como mecanismos de defesa, torna-se possível reestruturar as reações emocionais, promovendo relacionamentos mais gratificantes e menos conflituosos.
Se você enfrenta dificuldades em seus vínculos afetivos, buscar apoio especializado pode mediar esses conflitos.
Referências:
ABREU, C. N. de. Tipos de apego: Fundamentos, Pesquisa e Implicações Clínicas. Casa do Psicólogo, 2005.
BOWLBY, J. Formação e rompimento dos vínculos afetivos. Martins Fontes, 2006.
LEVINE, A; HELLER, R. Apegados: um guia prático para relacionamentos duradouros. Novo Conceito, 2013.
Psicóloga Maristela Vallim Botari - CRP/SP 06-121677 | Terapia em Sp. Avenida Paulista e Online
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