26 de dezembro de 2013

Ter ou não ser: eis a Questão!!

Nessa época do ano é muito comum que algumas pessoas deem vazão ao seu lado consumista, adquirindo certos bens que não precisam, e que jamais teriam pensado em comprar se....não fosse a vontade irrestível de possui-lo.

Ok! A intenção aqui não é criticar o consumismo exagerado, mas fazer uma reflexão sobre o tema, afinal criticar, apontar o dedo e crucificar os consumistas é fácil, mas refletir sobre a problemática não é uma tarefa tão simples.

Meu ponto de partida é a Pirâmide de Maslow


  • necessidades fisiológicas (básicas), tais como a fome, a sede, o sono, o sexo, a excreção, o abrigo;
  • necessidades de segurança, que vão da simples necessidade de sentir-se seguro dentro de uma casa a formas mais elaboradas de segurança como um emprego estável, um plano de saúde ou um seguro de vida;
  • necessidades sociais ou de amor, afeto, afeição e sentimentos tais como os de pertencer a um grupo ou fazer parte de um clube;
  • necessidades de estima, que passam por duas vertentes, o reconhecimento das nossas capacidades pessoais e o reconhecimento dos outros face à nossa capacidade de adequação às funções que desempenhamos;
  • necessidades de auto-realização, em que o indivíduo procura tornar-se aquilo que ele pode ser:

Maslow parte das necessidades básicas dos indivíduos até as necesidades mais elevadas como a autorealização, passando por   três outras graduações.

Nota-se que o gosto pelo supérfluo, de acordo com Maslow não se encontra em nenhum degrau da pirâmide, o que não significa que foi ignorado, mas que provavelmente esteja embutido em outra categoria.

Se considerarmos que o supérfluo serve para satisfação pessoal, e que esta satisfação estaria ligada à busca pela aprovação social, então para alguns o consumismo estaria encaixado no terceiro degrau da pirâmide onde o que conta é a busca pelo pertencimento, pois nesse caso ter é igual a ser. Exemplo: se um indivíduo tem um carro novo, significa que (aparentemente) pertence a uma classe social privilegiada; se usa ddeterminadas grifes, então pertence também a determinada classe de pessoas.
Portanto se chegamos a conclusão que a busca pelo ter é a busca pelo ser.

No entanto, as coisas não ocorrem desta forma: Por mais que alguém gaste todo seu décimo terceiro em roupas e sapatos caros, não pertencerá às câmadas sociais destacadas. E aí aparece a frustração, porque a roupa não encobre a miséria psiquíca que desfila nas passarelas da vida. Por isso é bom refletir antes de sair pra "gastar um poucquinho e espaierecer", pois isso pode ser considerado como uma fuga da realidade, e as fugas não solucionam nenhum conflito.

Vale a pena refletir: o que se busca na Etiqueta, na Marca, na Grife. Que identidade estaria escondida por trás da etiqueta. "Quem eu sou"e "Quem estou buscando ser".

Lembrando sempre que SER é muito diferente de TER!